terça-feira, 19 de outubro de 2010

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Eu procurei, jurei que não iria mais falar de mim.
Por que eu achei, que eu tinha outras histórias pra
contar.

Tudo o que eu sempre procurei, tudo o que eu sempre
sonhei não vale nada
Se não enxergo um palmo a frente, então não tente
olhar pra trás.
Não existe uma só curva nessa estrada, preciso de uma
bifurcação
E eu vou pra longe de você.

Eu já perdi, eu já sofri demais.
Eu parti, joguei tudo pra trás.
Eu vou fugir, pra bem longe daqui.
Vou caminhar, e ninguém vai me seguir.

Eu tinha apenas 16, e já achava que eu sabia demais.
Tudo o que eu tinha era um quarto e o dinheiro dos
meus pais
E alguns amigos que cabiam numa mão.
(Era vazio aquele rio de solidão.)

Eu hoje viajo num só mês, milhões de milhas sem ter
pra onde voltar.
O asfalto é minha casa, mas não da pra chamar de lar,
É tão vazio, tão frio, tão fora do lugar.
Não existe nada aqui, que vai me fazer mudar.

Eu já perdi, eu já sofri demais.
Eu parti, joguei tudo pra trás.
Eu vou fugir, pra bem longe daqui.
Vou caminhar, e ninguém vai me seguir

Anoiteceu, mas faz tempo que a minha vida escureceu,
Não sei ao certo quando isso aconteceu, só sei que o
culpado fui eu.
De que adianta abrir os olhos, se sei que os flashs
são para me cegar.
Esses abraços são pra me amaldiçoar.
Eu nunca te obriguei a me ouvir falar.

E desde quando você acha que sabe melhor de mim, do
que eu?
Existem tantas coisas que eu vivi que você nunca
viveu.

Eu procurei, jurei que não iria mais falar de mim.
Mas eu sou assim, eu tenho tanta história pra contar.

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