quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Até que alguém me esqueça...

"Quero lançar um grito desumano, que é uma maneira de ser escutado.
Esse silêncio todo me atordoa.
Atordoado eu permaneço atento, na arquibancada prá a qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa.

(...)

Talvez o mundo não seja pequeno.
Nem seja a vida um fato consumado.
Quero inventar o meu próprio pecado;
quero morrer do meu próprio veneno.
Quero perder de vez tua cabeça.
Minha cabeça perder teu juízo.
Quero cheirar fumaça de óleo diesel.

Me embriagar até que alguém me esqueça."

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