quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei


Eu nunca amei alguém como eu te amei
Por isso não consigo te esquecer
Esqueça aquilo tudo que eu falei
Mas guarde na lembrança que eu te amo
Há coisas que o tempo não desfaz
Há coisas que a vida pede mais
Se ainda estou tentando me afastar
Meu coração só pensa em voltar
Sorrisos e palavras são tão fáceis
Escondem a saudade que ficou
Mas acho que cansei dos meus disfarces
Quem olha nos meus olhos
Vê que nada terminou
Amor, por tudo isso que hoje eu sei
Não posso nem pensar em te perder
Queria te encontrar pra te dizer
Que eu nunca amei alguém como eu te amei.



( - Ivete Sangalo - )


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Antes eu fosse a menina do bar...


Por um tempo eu tentei convencer o mundo e a mim mesma, que eu era a menina de decote, maquiagem carregada e risada alta na fila do bar. Mas a verdade é que eu nunca fui. Acho incrível essa forma desapegada de dar sequência na vida, as piadas e histórias loucas e vazias. Mas nunca fui a menina do bar, uma pena. Pra ser sincera, eu tenho preguiça das outras pessoas da fila, dos meninos na porta do banheiro, das músicas sem letra, das cantadas baratas. Não conseguiria ser essa menina, embora ache um jeito bem mais simples de encarar o mundo, porque isso tudo me dá sono, mesmo entupida de energético. Porque antes do fim da noite eu já tô sentada, brincando com o canudo do drink, esperando a hora de ir embora. A impressão que eu tenho é que eu tô sempre esperando a hora de ir embora, de qualquer lugar e qualquer pessoa. A menina da fila tá dançando com o terceiro ou quarto cara da noite. Ela é divertida e linda. E eu queria ser assim, só que as pessoas são tão desinteressantes e previsíveis, que eu prefiro o canudo. Levantei e fui ao banheiro, ela tava lá, retocando a maquiagem. Enquanto eu lavava as mãos, ela arrumava o salto e reclamou “Nossa, dói demais, né? Mulher sofre!”. Eu sorri e concordei. Doía mesmo, quem dera fosse só o salto. Olhando nós duas pelo espelho, uma do lado da outra, a diferença era só o modelo do vestido. Mas éramos muito mais diferentes que isso. Ela tinha paciência com os babacas, o barman lerdo, os amigos bêbados, as meninas de nariz em pé. Ela só queria dançar, beber e curtir, porque a vida é complicada. Eu já entrei cansada e preferia o sofá, o copo, o canudo e todas as coisas sem vida daquele lugar, porque as pessoas são complicadas. Antes eu fosse a menina do bar.

Publicar um texto é um jeito educado de dizer 
“me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu”. 
(-Tati B.)

domingo, 18 de novembro de 2012

Mas qualquer um pode ver, que você é de mentira!


Deixei dinheiro pra me visitar.
Te dei meu sangue pra você pintar a parede da sala de estar, 

Mas não tem volta...

Te dei meu tempo pra você usar da forma que você bem entender,
Mas eu nunca disse - meu amor - que era de graça!


Tem algo que eu sempre precisei, 
secretamente eu requisitei, 
e até quando eu comecei a gritar, 
você não me ouviu...


E eu me contento com o que sobrou, 
Eu como o pão que o diabo amassou!
Mas eu não divido com você nem um segundo do que me resta a viver...


Ninguém mais pode me ouvir, 
Ninguém mais pode me parar,
Chegou a hora de gritar! (wooooah...)

Tudo o que eu tinha se acabou, 
E foi você quem me tomou!
Que cara você vai fazer quando a sua casa desabar?


Um dia desses acordei não conseguia respirar, 
enquanto não cuspisse tudo o que eu tinha pra falar...
Na sua frente, na sua cara, tudo o que eu sei que você é! 
Que você esconde atrás desse sorriso torto de quem não sabe como é...

Olhar pra frente e ver que não há pra onde ir, 

e saber que o seu lugar é muito longe daqui...

Meu mundo é muito maior, seu mundo é uma mentira! 
Que você mesma inventou...


Ninguém mais pode me ouvir, 
Ninguém mais pode me parar,
Chegou a hora de gritar! (wooooah...)

Tudo o que eu tinha se acabou, 
E foi você quem me tomou!
Que cara você vai fazer quando a sua casa desabar?


Mas olha só pra você, ficou horrível sem mim!
Achou que ia arrasar... mais de mil caras afim...


Mas qualquer um pode ver, que você é de mentira! 
Que só eu mesma acreditei...

Ninguém mais pode me ouvir, 
Ninguém mais pode me parar,

Chegou a hora de gritar! (wooooah...)


Tudo o que eu tinha se acabou, 
E foi você quem me tomou!
Que cara você vai fazer quando a sua casa desabar?



(Die Lüge - Fresno)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Diga (parte 2)