domingo, 28 de julho de 2013

Nada, só tô comentando...


É... 
a loucura não existe
a loucura esta em todos os lugares ao mesmo tempo

Normal é o tédio dos dias sem graça
que as pessoas fazem pra elas mesmas

Saudade não é salgada não, a saudade é doce

Eu quero permanecer calado, escutando tudo.
O meu passado é de conversador, muito falador, namorador

Penso, penso, penso, penso, consegui dizer tudo
Tu ficava atrás nas linhas da vida?
Sou de esquerda "pô"!

O que eu quero dizer com isso? nada, eu tô comentando...

Porque eu sou da luz, porque o único escuro que eu carrego,
é a sombra que meu corpo produz
Eu dou tantas voltas, é proibido parar

Isoglócia...
Isoglócia é sua forma de falar, sua expressão e o seu variado de seletiva de línguas

E a pessoa que faz isso e faz aquilo
E o que não faz fica mais velho e a velhice vem mais rápido

Daqui a pouco encontrar uma carta de euforia...
E quem não é? E quem não é? E quem não é?

Sexo é bom
eu paguei pra fazer, dez reais
foi bom!

Possuir razão é impor,
pessoas que vivem fora da sanidade...

Falar falar falar
Falar inhênhênhê
Sem inhenhenhé...


Quém é você? Quém é você? Quém é você? Quém é você? 
Eu tô perguntando, quem é você?
Eu sou gente, ué!


( La Critique - Ana Carolina )



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Olhares...




Nunca tive a total coragem de ver o seu olhar, mas não importa, pois quando menos fito, mais me identifico com o mesmo. A gente é amor pois é amado. A gente recebe amor, pois também é fitado. Seja até com olhares hostis. Mas eu sabia que não mais poderia impressionar, pois quando o meu olhar em frente ao seu se calou, nada de mim restou, a não ser te amar quieto. No ponto de nem você saber, mas compreender que dentro daquele olhar, o meu amor buscava você, e no final, ele saberia aonde te encontrar.



( Victor Hugo )



O amor é bem mais do que isso…


"... Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.

Agora podemos ir, dobrar uma esquina qualquer, reconhecer que a vida tem seus tropeços, seus problemas e seus soluços. E soluços nada mais são do que palavras que morreram engasgadas na vontade de dizer. O tempo dirá, o remorso roerá, o cigarro apagará e eu tenho a mais absoluta certeza que outra beleza menos confusa e mais Clara amanhecerá no meu mundo para me amar como eu te amei.

E se você foi assim, tudo bem… Todo mundo tem suas fraquezas. Nem todo mundo aguenta ser feliz. Eu também preciso de uma Trégua…

Fique com seus romances latinos;
Eu versifico com os meus poemas batidos: O amor é bem mais do que isso…"


( Não sei o autor, mas recebi e achei lindão! : ) Só compartilhei.. )



terça-feira, 23 de julho de 2013

Foco, Força e Fé : )


Síndrome do Peter Pan - Sobre pessoas que se recusam a crescer

Era uma vez Peter Pan, o intrigante menino “perdido” que vivia festivamente na Terra do Nunca, onde os garotos nunca envelhecem, todos os sonhos são possíveis e a felicidade iminente nas travessuras da jovialidade é algo absolutamente encantador. Seria emocionante e lírico se a famosa história que embalou tantos sonhos infantis do garoto em seu mundo mágico que não queria crescer, não fosse exatamente a mesma história do Luizinho, do Pedrinho, da Alessandra, da Joana, do noivo da sua prima, da sua melhor amiga de faculdade. A vida imitando a arte na mais nova onda do momento: a síndrome do Peter Pan.

A psicologia reconhece a síndrome como um problema real e remete o termo aos comportamentos masculinos, contudo, não é muito difícil associar as características desta síndrome também aos “Peter Pans de saia” que perambulam por aí. Homens e mulheres de 30-40 anos se comportando como descompromissados adolescentes de 18. Ostentando uma rotina vazia de baladas diárias, porres épicos com frequência constante, tratando seus respectivos companheiros como meras aventuras, agindo de forma incoerente e imprudente sem se darem conta que os tempos agora, são outros.

Tem aquele cara que deseja ser um executivo de sucesso, mas não abre mão de algumas festas para conseguir terminar a faculdade. Aquela garota que deseja um relacionamento sério, contudo se recusa a abrir mão de certos comportamentos que simplesmente não condizem com essa posição. Existe ainda o marido que deixa a esposa em casa e vira a noite na farra com amigos, ou a mulher do escritório ao lado que almeja uma casa na praia, mas prefere gastar todo seu dinheiro com leviandades; sem contar as milhares de pessoas no mundo que acham que traição é sinônimo de diversão. Aventuras desenfreadas talvez seja o carro chefe desta síndrome e juntamente com toda a vida desregrada, com toda a concepção distorcida de certo e errado, muitas vezes vem também, perdas irreparáveis que só serão devidamente sentidas quando nada mais se tem a fazer. Perde-se dinheiro, oportunidades, pessoas e acima de tudo: tempo.

O fato é que a vida da gente é toda feita de fases. A gente experimenta o mundo e o mundo experimenta a gente desde a infância que é pra na hora que o universo cobra uma posição centrada a gente saiba qual a atitude correta a ser tomada. Talvez por isso seja tão importante viver cada uma dessas fases, desde brincar de bonecas até loucuras inenarráveis de faculdade, da forma mais intensa e proveitosa possível, sem pular etapas, sem se privar de erros. Jovens que não se permitem viver com todas as letras, se tornam pequenos adultos de roupa social. Porque quando a gente vive o que tem que viver, no momento exato da vida que tem que viver, a transposição de ciclos se torna absurdamente mais fácil. Crescer se torna leve, simplesmente porque a etapa anterior não tem mais sentido. De fato seria perfeito viver apenas de jogar bola no campinho, empinar pipa na praia, ficar bêbado com os amigos, seguir todos os impulsos de beijar aquele cara gato na balada enquanto o namorado está trabalhando, mas chega uma hora que sobrevoar a realidade cansa, machuca os outros, machuca a gente, e colocar os pés no chão deixa de ser uma opção e se torna uma necessidade.

Infelizmente não dá pra se ter 20 anos o resto da vida. Crescer não nos dá muitas escolhas e definitivamente não é uma tarefa fácil. Juntamente com as rugas vêm as contas pra pagar, a profissão que exige cada vez mais ambição, o casamento com a pessoa dos sonhos, e tudo isso precisa ser valorizado caso contrário pode não existir uma segunda chance de se fazer direito. O tempo passa, o ponteiro do relógio corre numa velocidade impressionante e só nos resta apressar o passo, acompanhar o ritmo das mudanças, senão corremos o risco de não só ficar para trás, como também de perder parcelas deliciosas desse novo ciclo que pede passagem.

Melhor do que saber quando parar é saber a hora de seguir adiante. Ficar estagnado em determinado ponto da história, preso para sempre na Terra do Nunca, sem progredir, sem se dar a chance de descobrir o que há por detrás da porta por onde todas as crianças um dia deram adeus ao mundo da fantasia para adentrar de pés firmes na realidade, é perder inclusive, a oportunidade de ser feliz ao lado de alguém.

Peter fez uma escolha, e nela Wendy se perdeu. Assim como uma infinidade de experiências que apenas deixar de ser criança poderia lhe proporcionar.

“Wendy: Há muito mais…

Peter: O que? O que mais está lá?

Wendy: Não sei. Acho que tudo se torna mais claro quando a gente cresce…”

Que as pessoas se permitam acompanhar o fluido rio dos anos, se percam menos na trajetória da vida aproveitando cada pequena etapa da forma mais inesquecível possível e sejam finalmente capazes de vislumbrar a felicidade e a maturidade como um inteiro, não como duas metades separadas por todo um reino de meninos perdidos.


( Danielle Daian - Via Casal Sem Vergonha  
Síndrome do Peter Pan   
- Sobre pessoas que se recusam a crescer
)


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Porque as melhores coisas vêm quando você menos espera



Nada como um insight, aquela ideia que surge das cinzas e magicamente completa o quebra-cabeças da vida que lhe consumiu tantas horas a fio e tantos neurônios. E foi assim, sem querer, numa noite sem estrelas e vendo o tempo passar lento, que a vida veio com mais uma de suas extravagantes sabedorias. Tive que desentender tudo para entender o que ela dizia: é preciso desapegar-se para poder pegar com mais intensidade.

Naquela noite, aprendi que, além de deixar ir o que é ruim, desapego é permitir vir o que é bom. É preciso estar desprendido de crenças, paredes e corpos. Isso não quer dizer não tê-los – pelo contrário. Mas que nada disso te impeça de seguir um furacão, um vendaval ou mesmo uma boa brisa que seja.

Pode parecer contraditório, mas estar desapegado aguça o sentir, o olhar, a vontade. Permite-lhe se entregar aos momentos, estar mais presente e ser mais verdadeiro, porque livra você de tantos por quês, sês, serás… Essa é a fórmula do desapego. E, basicamente, ela vale para tudo: experiências gastronômicas, desamor com o chefe, dilemas existenciais, viagens imprevisíveis e SEMPRE para os relacionamentos.

Na vida, nada segue uma mera receita de bolo. Mas há algumas práticas indispensáveis para quem quer desapegar. Em primeiro lugar, livre-se de tantas expectativas, do que virá amanhã ou daqui um mês; em segundo, da perfeição, de ter que ser e fazer o tal; e em terceiro, dos estagnantes medos. É, meu amigo, ninguém disse que seria fácil – principalmente se considerarmos que vivemos em um mundo onde parece que temos sempre que saber de tudo e estar no controle das situações. Mas vale a pena tentar. Foque em apenas aproveitar o momento sem pensar tanto, é aí que a mágica começa.

Desapegar-se nada mais é do que viver o presente. Menos pés no passado que traz depressão, mais distância do futuro que tanto traz ansiedade. Afinal, o agora é o único tempo meramente vivo da nossa existência – o passado é lembrança e o futuro é especulação. E para viver o presente, é necessária uma certa dose de fluidez, como em um jogo; bola no campo da vida, essa grande artilheira que toca para alcançar o que deseja e manda pra escanteio quando preciso. Também é importante ter a compreensão de que há coisas, pessoas e situações que não adiantam ser forçadas ou controladas e que, nesses casos, melhor mesmo é deixa-las ir e abrir espaço para que o novo faça gol.

Desapegar não quer dizer que nada importa, pelo contrário, é atestado de amor que deixa com que cada um seja quem é, que faça o que gosta e até que siga outro caminho, se desejar. É pensamento que faz com que coisas e pessoas em sintonia cheguem até você.

Quando compreendemos isso, deixamos de querer mudar o que não podemos, de ansiar controlar momentos e pessoas, de querer transformá-las no que desejamos, de manter por perto quem não nos quer ou não nos faz bem, de empacar.

Portanto, um conselho: desapegue para pegar. Simplesmente viva a beleza do presente e da realidade, aprenda com os inusitados caminhos da vida, teça relações mais leves, aproveite, beije com mais vontade, goze com mais verdade, divirta-se e se delicie. Não se contente com menos, seja feliz e lembre-se sempre de que todo amor livre tende a ser mais verdadeiro porque ele não conhece limites.


( Lia Rocha - Desapegue para Pegar
 - 
Porque as melhores coisas vêm quando você menos espera )




sexta-feira, 12 de julho de 2013

E assim a gente vai vivendo...



"Eu duvido! Duvido que você não chame meu nome quando você sente falta de alguém, duvido que não sinta falta do meu carinho sempre tão sincero, falta de me contar como foi seu dia, as histórias da sua vida que sempre foram pra mim melhor do que qualquer novela. Duvido que você não me procure nas biscates que você pega por aí, sempre tão vazias. Vazias igual a sua liberdade idiota que nunca te serviu pra porra nenhuma. Talvez esse seja o nosso problema, eu sou completa demais pra sua vidinha mais ou menos. Eu sinto, eu penso, eu falo, eu te conheço, isso te assusta né? “Tô invadindo seu espaço? Desculpa.” Essa fui eu, durante todo esse tempo, me desculpando por que mesmo ? Me diminui pra você ficar maior, pra você não me perceber entrando na sua vida. Se você pudesse sentir o quanto isso dói você quem iria se desculpar. Eu queria ligar pra você, e te falar sem pausas tudo que eu ensaio toda vez que você me magoa, mas nunca digo pra não te magoar, afinal você não me faz mal por mal, e talvez esse seja o pior mal que se possa fazer a alguém, tão natural. Bobagem, como se algum ensaio no mundo fosse me deixar firme depois do seu ‘alô’. Então é isso, tô te escrevendo! Sempre fui mais segura com as palavras. Tô te escrevendo pra talvez um dia te enviar, mas to escrevendo. E não é sobre você dessa vez, é sobre mim. Sobre o quanto eu sou boa, igual a mim tá difícil meu bem! Sobre como eu não preciso usar cinco centímetros de saia e um decote no umbigo pra ser mulher; Sobre como, ainda assim, só eu sei fazer de você um homem. Sobre muitas coisas, mas principalmente, sobre quantos homens eu poderia estar saindo nesse exato minuto. Não é com você, é comigo sabe? Por exemplo, eu te idealizo nesse momento como o melhor, não que você seja. Acho legal você brincar com a sorte, mas se eu fosse você não teria tanta certeza da minha posse assim! Talvez ninguém tenha te avisado ainda, então desculpa se eu vou te dar essa notícia sem te preparar antes, mas a porra do mundo não gira em torno do seu umbigo! Ficou chocado? Acontece. Só queria te dá um conselho, em nome da nossa amizade e meu carinho por você, tira uma mão da liberdade e segura um terço. Fica assim, agarrado nas duas coisas sabe? E reza, reza muito pra não aparecer ninguém que mexa comigo enquanto você fica brincando de não saber o que quer. Porque eu sou amor, e ainda que não seja o seu, essa é a minha essência! E você não deve acreditar muito nessa ideia, pelas tantas vezes que eu quase fui, mas um dia eu vou.. sempre foi assim! Mas deixa eu te contar um segredo: se eu for, eu não volto."

"Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo no querendo ser bom em nada. O tempo passou, meu amor. Eu cresci, eu aprendi, eu mudei. Hoje eu sou outra. Depois de tanto lutar pra ver o seu sorriso, eu aprendi a valorizar o meu..."



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Saí de fininho...


Seu resto jogado no escuro. É isso que deixei após minha partida precoce e minha saída silenciosa. Fiz-lhe um bocado de cafuné, esperei você pegar no sono mais profundo e só fui embora quando seu sorriso leve finalmente chegou, dizendo que seu primeiro sonho havia começado.

Saí sem fazer alarde e, dessa vez, diferente de todas as outras, não bati o dedinho do pé na quina de sua cama e nem precisei apalpar suas paredes sempre tão magnéticas para meu nariz. Não precisei nem acender a luz do quarto, apenas tirei meu peito debaixo de sua cabeça e, no lugar dele, deixei meu travesseiro lotado do meu cheiro para que não notasse minha fuga.

Sem fazer qualquer barulho, ainda tive a audácia de abrir suas gavetas, armários e pastas do computador, pois queria apagar de vez todas as provas e rastros daquilo que havíamos vivido até ali. Joguei minha escova de dente pela janela e meu desodorante coloquei no bolso. Calcei o chinelo que morava ao lado do seu e na mochila, com dor no peito, coloquei os muitos livros que lhe emprestei e você nunca nem pensou em ler. Por fim, para tentar poupar-lhe de qualquer nó na garganta ou esbarrão imprevisível com a saudade, apaguei do seu computador as fotos sorridentes que havíamos tirado naquele Réveillon que passamos em Santiago e joguei na lixeira aquela playlistque ouvíamos em looping eterno enquanto varávamos a madrugada entre goles de qualquer coisa etílica e cigarros euforicamente acendidos um no outro, como se fôssemos imunes ao câncer e à falta de ar.

Desculpe-me por ter saído sem que pudesse notar, por ter me desfeito de nossas impressões digitais sem que você tivesse a chance de me contrariar e por não ter deixado nenhum mísero recado na sua geladeira explicando o motivo que me fez deixar nosso amor inteiro em pedaços.

Eu realmente precisava ir, e só saí antes da hora porque queria levar comigo somente as lembranças imaculadas do nosso auge e sabia que só assim conseguiria fazer com que nosso caso durasse para sempre. Eu saí de fininho naquela noite, pois não queria esperar mais e correr o risco de presenciar a natural decadência de nossa gana incontrolável. Eu saí antes que nossos beijos infinitos virassem apenas selinhos apressados, sem gosto, presença de língua ou demonstração de fome. Eu saí antes que faltasse conversa em nossos passeios de domingo e antes que o volume do som do carro não fosse mais diminuído para que pudéssemos ouvir o som de nossas vozes. Saí antes de virarmos rotina, silêncio irreversível, acomodação covarde e pena um do outro. Eu saí morrendo de vontade de continuar ali, com meu pé encostado no seu e meu braço dormente debaixo de seu pescoço, mas sabia que precisava ir enquanto ainda havia tempo para congelar aquele sonho, perfeito como só ele foi.


( Saí de Fininho - Uma crônica sobre o medo de ficar
- de Ricardo Coiro )




domingo, 7 de julho de 2013

Você de novo, cara?!





Vontade de te ligar e te xingar de mil coisas. Ou de ir embora sem ter nenhuma intenção de voltar. Só que… Não dá. Quer dizer, eu não tomo remédios contra você. Mas é que eu deveria, entende? Você sempre foi como uma doença. E tudo que envolve você também. Só que eu sempre fui uma criança teimosa, daquelas que ainda vira o rosto pra não tomar remédio. Ou daquelas que gosta de ficar doente pra poder faltar a escola. Deve ser por isso que ainda não consegui me livrar de você. Porque eu sei o que fazer, mas me recuso a tentar. A verdade é que eu te amo, e pode acontecer de tudo que isso não vai mudar.





( Desconhecido )








quinta-feira, 4 de julho de 2013

Breakeven

Eu ainda estou vivo, mas eu mal respiro
Acabei de rezar para um Deus no qual não acredito
Porque eu tenho tempo enquanto ela tem liberdade
Porque quando um coração se parte, não se parte por igual...

Os melhores dias dela vão ser os meus piores
Ela finalmente achou um homem que vai colocá-la no topo
Enquanto estou acordado ela não tem problemas pra dormir
Porque quando um coração se parte, não se parte por igual, não...

O que eu devo fazer quando a melhor parte de mim sempre foi você?
O que devo dizer, enquanto estou engasgado e você está bem?
Estou caindo aos pedaços!
Caindo aos pedaços...

Dizem que coisas ruins acontecem por um motivo
Mas nenhuma palavra sábia me fará parar de sangrar
Pois ela partiu pra outra enquanto ainda estou lamentando
E quando um coração se parte, não se parte por igual, não, oooh


O que eu devo fazer quando a melhor parte de mim sempre foi você?
O que devo dizer, enquanto estou engasgado e você está bem?
Estou caindo aos pedaços! Caindo aos pedaços...
Caindo aos pedaços (um ainda apaixonado enquanto outro está indo embora)
Caindo aos pedaço (porque quando um coração se parte, não se parte por igual)



Você tem o meu coração e o coração dele, e nenhuma dor!
Você levou sua mala, eu levei a culpa...
Agora estou tentando entender o pouco que restou...
Porque você me deixou sem amor, e sem amor nenhum pelo meu nome!

Eu ainda estou vivo, mas eu mal respiro
Acabei de rezar para um Deus no qual não acredito
Porque eu tenho tempo enquanto ela tem liberdade
Porque quando um coração se parte, não se parte por igual
Não, não se parte por igual, não, não se parte por igual, não...!

O que eu devo fazer quando a melhor parte de mim sempre foi você?
O que devo dizer, enquanto estou engasgado e você está bem?
Estou caindo aos pedaços! Caindo aos pedaços....
Caindo aos pedaços (um ainda apaixonado enquanto outro está indo embora)
Caindo aos pedaço (porque quando um coração se parte, não se parte por igual)

Oh, ele não se parte por igual, não...

( The Script - Breakeven )



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pode crer eu vou sair por aí...



Quero, acima de tudo, mais dessa leveza que eu só senti com você – que consigamos carregá-la e provar para nós mesmos que ela não é tão insustentável assim como as pessoas dizem. Quero que sigamos aprendendo diariamente que nada é eterno e que a felicidade está no trajeto, não só no destino. E que não importa o que acontecer nessa estrada louca da vida, que possamos trazer dentro da gente a certeza de termos vivido um amor sincero e de termos tido a dávida de descobrir qual a sensação de entregar seu coração na mão de outra pessoa – com a certeza de que ele está sendo bem cuidado como nunca. E que, não importa o que aconteça, que você nunca deixe de lembrar de mim quando afagar um cachorro ou quando tomar uma Guinness. E que você jamais esqueça de como conseguimos provar pra gente mesmo que parcerias são infinitamente melhores que namoros. E, por fim, que a felicidade seja sempre a sua melhor parceira, mesmo que eu não possa estar junto pra aplaudir essa união.




(Jaque Barbosa
via Casal Sem Vergonha
)





marcas...




"...e você hesita. 

Hesita, 
porque cicatriz 
de amor 
é uma das coisas 
mais difíceis 
de se carregar 
na bagagem. 
Não tem roupa, 
cachecol, 
colar ou 
armadura 
que esconda 
a marca eterna 
daquilo 
que não ficou." 



(Danielle Daian)




♥ Jarro de Corações ♥



Eu sei que não posso dar mais um passo em direção a você
Porque tudo o que me espera é arrependimento
Você não sabe que eu não sou mais o seu fantasma?
Você perdeu o amor que eu mais amei

Eu aprendi a viver, meio viva
E agora você me quer mais uma vez

E quem você pensa que é?
Deixando cicatrizes por aí
Coletando seu pote de corações
E rasgando o amor ao meio
Você vai pegar um resfriado 
Do gelo dentro da sua alma
Então, não volte pra mim
Quem você pensa que é?



Ouvi que você está perguntado a todos por ai
Se eu estou em algum lugar pra ser encontrada
Mas eu cresci muito forte
Para nunca mais cair em seus braços

Eu aprendi a viver, meio viva
E agora você me quer mais uma vez

E quem você pensa que é?
Deixando cicatrizes por aí
Coletando seu pote de corações
E rasgando o amor ao meio
Você vai pegar um resfriado 
Do gelo dentro da sua alma
Então, não volte pra mim
Quem você pensa que é?

Querido, levou tanto tempo pra eu me sentir bem
Se lembra como colocou o brilho de volta em meus olhos?
O desejo que achei ter perdido desde a primeira vez que nos beijamos?
Porque você quebrou todas as suas promessas
E agora você está de volta
E não vai conseguir me pegar de volta



E quem você pensa que é?
Deixando cicatrizes por aí
Coletando seus jarros de corações
E rasgando o amor ao meio
Você vai pegar um resfriado
Do gelo dentro da sua alma
Então, não volte pra mim
Não volte de jeito nenhum

E quem você pensa que é?
Deixando cicatrizes por aí
Coletando seus jarros de corações
E rasgando o amor ao meio
Você vai pegar um resfriado
Do gelo dentro da sua alma
Então, não volte pra mim
Não volte de jeito nenhum

Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é?

...

( Jar of Hearts - Christina Perri )



...SÓ MAIS UMA bela música... 




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Os prejuízos dos amores moldados

A história do “ninguém muda ninguém” é um dos clichês mas antigos que existem. Mas parece que, de tanto ouvir, algumas pessoas acabam se acostumando com a ideia e esquecendo de colocá-la em prática.

Histórias se repetem dia após dia – a  pessoa entra em um relacionamento já ciente dos defeitos do outro, mas acredita vai conseguir mudar o sujeito. Por amor, feitiço, oração, chantagem, mandinga, o que for – muita gente realmente acredita que o outro vai se transformar só porque começou uma relação. Isso, meu amigo, é pura ilusão.


Passarinho Adestrado


Vamos imaginar o seguinte. Você quer um bichinho de estimação – quer um bicho companheiro, que possa fazer carinho, que seja alegre, que goste de interagir com você. Um cachorro seria perfeito. Você sabe o que quer e sai em busca do tal bichinho que irá te fazer feliz. Mas chegando em uma loja de animais, você não encontra o  que estava buscando – só encontra passarinhos, mas está tão determinada e ansiosa para ter logo uma companhia que decide mesmo levar um deles. Compra gaiola, ração, imagina que ele vai ser muito feliz com você e por alguns momentos até esquece o que estava procurando antes de encontrá-lo.

Eis que você leva o bichinho para casa, mas depois de algum tempo, começa a se sentir sozinha. Sente falta do carinho, do aconchego – até tenta interagir com a coitada da ave, mas tem a impressão que não consegue se conectar a ela, como se ela vivesse em outra dimensão. Você admite que ela é bonita, canta bem, mas falta o resto. Depois de tanto tempo sem estabelecer contato e extremamente carente, você pega o pássaro, começa a fazer carinho, dar um monte de beijos, enquanto o pobre do bicho tenta desesperadamente se livrar da situação.

Já deu para perceber que insistir não vai te levar a lugar nenhum – por mais que você tente, ele não é um mutante e não vai se transformar em cachorro ou gato só porque você quer. Passarinhos não fazem carinho, não dão beijos, não dão lambidas de amor. Passarinhos cantam e voam. Se ter um bicho carinhoso era tão importante para você, deveria ter esperado mais ou procurado mais pra pegar um cachorro em vez de um pássaro. Tentar transformá-lo só vai trazer frustrações e sofrimento para os dois lados. Nesse caso, você tem duas opções: passar a vida toda tentando adestrar o passarinho para que ele aprenda a se comportar como um cachorro ou deixar o bichinho livre e procurar outro que possa te dar o que você procura.



Situações como essas são muito comuns em relacionamentos – pessoas passam a vida toda tentando mudar o parceiro e precisam se frustrar para perceber que ninguém é capaz de fazer isso. As pessoas só mudam por vontade própria, e não para satisfazer o outro. Não há força de vontade e esforço no mundo capazes de fazer um pássaro brincar de bolinha ou pular de alegria toda vez que você chega em casa.

Jogando os moldes fora


Se acha difícil aceitar que jamais conseguirá mudar o outro, tente se colocar no lugar dele – é mais fácil enxergar as coisas deste ponto de vista. Pense em algo que gosta de fazer, que faz parte de você, da sua personalidade, e pense em alguém tentando tirar isso de você, te descaracterizando. Não é nada confortável estar com alguém que quer te transformar em outra pessoa – se escolheu viver com alguém, é preciso aceitar o outro e aprender a conviver com as diferenças. Por isso é tão importante escolher muito bem antes de se envolver com alguém e estar muito atento às características da pessoa que não te agradam, ou que possam te incomodar no futuro. Analise: será que conseguirei conviver com isso, sem que isso me afete ou afete meu relacionamento?

Mudanças são naturais na vida de qualquer pessoa, inclusive de casais – o amadurecimento gera mudanças, mas elas têm que acontecer organicamente, por vontade própria, e não para satisfazer outra pessoa. É irônico pensar que podemos escolher com quem queremos nos relacionar e mesmo assim continuamos insistindo em escolher pessoas erradas e gastar tempo e energia tentando mudá-las.

Nunca é tarde para reconhecer o erro e perceber que não fez a escolha certa – tenha coragem, seja honesto consigo mesmo e admita que não dará certo. Se realmente não consegue conviver com certas características do outro, é preciso deixa-lo ir, para que ambos possam correr atrás da felicidade. A vida é curta demais para perdermos tempo sendo infelizes...


( Texto extraído de Casal Sem-Vergonha - blog )