domingo, 20 de outubro de 2013

.: tempo, tempo, tempo, tempo:.


Estou a um bom tempo sem te escrever. Mas tenho tanta coisa pra te contar. Na verdade, nem é tanta coisa assim, é muita coisa sobre uma só pessoa. Julieta, o que fazer quando você tem medo de se apaixonar? Quando você sabe que pode dar errado mas mesmo assim não para? No dia 27 de Dezembro de 2012 eu disse que estava desistindo de procurar o amor, mas quando eu o evito ele me procura! Tudo esta caminhando tão devagar que eu não consigo enxergar nenhuma possibilidade do que possa acontecer no futuro. Esta tudo embaçado, tudo escuro, por isso tenho medo, porque não sei o que vai acontecer, não tenho ideia. Dois anos se passaram, Julieta, e eu não sei lidar com antigos amores que insistem em voltar. Você não concorda comigo que agora que amadurecemos tudo vai ser mais intenso? Essa intensidade é que me afronta, me diminui, espalha minha auto-confiança pelo ar. Me lembro que à dois anos atrás, talvez duas semanas ou mais a frente, eu estava sentada no chão do meu quarto chorando feito uma criança porque o amava, mas sabia que terminar o relacionamento seria melhor pra mim, porque eu tinha noção do quanto aquilo estava me fazendo mal, eu sabia que nem eu e nem ele estávamos prontos pra enfrentar as barreiras que as pessoas colocavam a nossa frente. “Por que tudo tem que ser tão difícil", eu me perguntava em meio as lágrimas. E agora? E agora em 2013? Agora eu estou me fazendo a mesma pergunta. Eu quero tanto ele, quero tanto, que tento esconder de mim mesma. Não sei até quando meu escudo vai aguentar me proteger dessa “repaixão". P.S: E agora?

Então aqui estou eu. E mal sei onde está ele. Ficamos juntos a 2 anos, há dois anos ele se foi. A quatro meses ele voltou e a um mês se foi novamente. O que isso significa? Que talvez não nascemos pra ficarmos juntos… Ou talvez seja cedo demais para afirmar isso. Duvido tanto do “Para sempre" quanto do “Nunca mais". E aqui estamos nós do mesmo ponto em que havíamos parado: Ele lá, eu cá. Um se esbarrando no outro diariamente, as vezes "um olhar" se encontra com o outro, mas é rapidamente desviado. Completos estranhos, mas completos estranhos que se conhecem muito bem. Não tenho dúvidas de que ainda sinto algo por ele, Julieta. Aliás, sinto muitas coisas. Eu o adoro, mas isso vem com um misto de amor, raiva, tristeza, algumas vezes até dó. Eu não sei, simplesmente tenho certeza que não conseguiria odiá-lo em hipótese alguma. Talvez eu o ame, mas estou decidida a não deixar esse amor circular em mim, estou decidida a compactar esse amor em algum lugar em minha mente e guardá-lo até que vire pó e se desmanche no vento. E é isso, acabou mais uma vez. Mas aqui dentro de mim, nunca acaba …




E agora? | Nunca Acaba - Trechos extraídos de Cartas para Julieta | 2 anos.. )





Nenhum comentário:

Postar um comentário